Receitas da hotelaria sobem 17% para 2901 milhões com impulso de estrangeiros

Contributo dos mercados externos acelerou e cresceu 11,4% no ano passado. Açores e Norte foram as regiões com maior crescimento.

Numa conjuntura de crescimento do turismo, com novos recordes, o INE divulgou esta quarta-feira novos indicadores que confirmam a tendência: no ano passado, as receitas da hotelaria cresceram 17%, chegando aos 2091 milhões de euros de proveitos.

Em 2016, nota o INE, “os estabelecimentos hoteleiros registaram 19,1 milhões de hóspedes e 53,5 milhões de dormidas, a que corresponderam aumentos de 9,8% e 9,6% respectivamente (+8,1% e +6,5% em 2015)”. Houve um crescimento tanto ao nível do mercado interno como do externo, mas foi este último quem contribuiu com o maior impulso, ao contribuir com 38,3 milhões de dormidas (mais 11,4% face a 2015, ano em que o crescimento tinha sido de 7,1%).

O Reino Unido mantém-se na liderança (com uma quota de mercado de 23,9%), tendo crescido 9,8% enquanto mercado emissor, seguindo-se a Alemanha, Espanha, França e Países Baixos. O Brasil assume-se como o maior mercado fora da Europa, e o quinto maior a nível global. Uma novidade foi a ultrapassagem de Itália pelos Estados Unidos, que passaram para a oitava posição.

Os proveitos, tal como as dormidas, subiram em todas as regiões, com os primeiros a subir de forma mais expressiva nos Açores (mais 30%, para 71 milhões) e no Norte do país (mais 22%, para 362 milhões de euros). A liderança coube, no entanto, ao Algarve, que cresceu 19% para os 905 milhões de euros, ficando Lisboa logo a seguir, com 874 milhões (mais 13%). Em ternos de dormidas, o domínio é também do Algarve, seja ao nível dos residentes ou de estrangeiros.

Após terem sido conhecidos os dados do INE, a Região do Turismo do Algarve (RTA) enviou um comunicado a sublinhar que registou “mais de 18 milhões de dormidas na hotelaria, marca nunca antes alcançada por nenhum destino turístico nacional”. A RTA destaca ainda que, no ano passado “passaram pelo aeroporto de Faro 7,6 milhões de passageiros, número que constitui um novo recorde para a infra-estrutura”.

Fonte: https://www.publico.pt
Data: 15/02/2017