Centro do Porto terá fábrica de cerveja com investimento de três milhões

Abertura está prevista para o próximo mês de Dezembro.

O projecto da Fábrica de Cervejas Portuense foi hoje apresentado, com abertura prevista para Dezembro, na rua de Sá da Bandeira, num investimento de três milhões de euros com capacidade produtiva de dois milhões de litros por ano.

O projeto, que se quer afirmar como uma “cervejeira regional”, vai criar 50 postos de trabalho ainda este ano e consistirá em juntar no mesmo edifício a fábrica, a cervejaria, uma loja, bar, restaurante e até os escritórios da administração, segundo o presidente executivo, Tiago Talone, responsável pelo projeto a par de Pedro Mota, ambos naturais do Porto.

“Sentimos que começa a haver espaço em Portugal para o aparecimento de novas marcas de cerveja”, disse Tiago Talone, que referiu que os três milhões de euros foram captados junto de “um grupo forte de acionistas, maioritariamente do Norte do país”.

O projeto foi o primeiro da InvestPorto, entidade criada em 2014 e liderada por Ana Teresa Lehman, que se sublinhou tratar-se de um momento que a “enche de satisfação”, por realçar a “diversidade setorial” dos projetos que têm chegado à cidade.

Tiago Talone afirmou que a Fábrica de Cervejas Portuense vai ter uma marca, “que a seu tempo será apresentada”, ambicionando lançar “mais de 100 tipos de cerveja” no longo prazo.

O presidente executivo da empresa disse ser “prematuro” falar de previsões de volume de negócios para o arranque da companhia, assinalando que “idealmente” conseguirão escoar a totalidade da produção.

O público-alvo da empresa serão os moradores da cidade e da região, havendo o “desafio de encontrar produtos que vão ao encontro do ‘target’ [alvo, em inglês] feminino”, uma vez que se trata de um mercado em que o consumidor é predominantemente masculino.

Questionado sobre o que os levou a constatar que havia uma lacuna neste sector de mercado, Tiago Talone disse que houve uma conjugação de dois factores: por um lado, o público português está em maior contacto com a realidade internacional e, consequentemente, com novas marcas de cerveja e, por outro, há uma ausência no segmento de micro-cervejarias, em particular regionais.

Fonte: http://economico.sapo.pt/
Data: 20/06/2016