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  • Histórias de Empreendedores

    . Motorola

    A 25 de Setembro de 1928, os irmãos Paul V. Galvin e Joseph E. Galvin compraram em leilão, por 750 dólares, o equipamento e os planos dos eliminadores de pilhas [fontes de alimentação estáticas, que não utilizam pilhas] da Stewart Battery Company, que estava em falência. Deram-lhe o nome de Galvin Manufacturing Corporation e ficou sedeada em Chicago.

    A empresa tinha um capital circulante de 565 dólares e cinco funcionários. Os primeiros produtos que fabricou foram os eliminadores de baterias, aparelhos conhecidos como fontes de corrente contínua, que não tinham necessidade de pilha e que permitiam que os rádios funcionassem liados à corrente eléctrica residencial.

    Com os avanços tecnológicos, estes aparelhos rapidamente ficaram fora de moda. Paul Gavin soube que alguns técnicos de rádio estavam a instalar aparelhos em carros e desafiou os seus engenheiros a conceberem um auto-rádio barato que pudesse ser instalado na maioria dos automóveis. Foi um dos primeiros sucessos da empresa, com o primeiro modelo a ser apresentado em Junho de 1930.

    Dada esta inovação, que deu grande impulso à actividade da empresa, Paul Galvin quis escolher uma marca para os auto-rádios da Galvin Manufacturing Corporation. E foi assim que criou o nome Motorola, que vinha da junção de ‘motor’ (em alusão ao movimento) e de ‘ola’  (que implicava um som). Motorola significava, pois, um som em movimento.

    A empresa vendeu o seu primeiro auto-rádio a 23 de Junho, em 1930, por 30 dólares. Continuou a desenvolver a sua actividade no ramo dos rádios e receptores de rádios patrulha, bem como dos televisores, e em 1943 entrou em bolsa. A marca Motorola começou a ser tão conhecida que a empresa acabou por mudar o seu nome, em 1947, para Motorola Inc. Nessa altura a sua sede estava já em Schaumburg, também no Estado de Illionois.

    A actividade da empresa entrou numa das suas fases mais iportantes em 1973, quando a Motorola apresentou um aparelho de comunicação móvel voltado para o consumo das massas: o telemóvel.

    A Motorola continuou também a desenvolver produtos de utilização doméstica e em redes de radiodifusão, como set-top boxes, gravadores de vídeo digitais e televisores de alta definição.

    Entrou em falência após registar prejuízos de 4,3 mil milhões de dólares entre 2007 e 2009. Foi então, em inícios de 2011, cindida em duas empresas independentes: Motorola Mobility (telemóveis, acessórios, tablets e descodificadores de TV) e Motorola Solutions (scanners de códigos de barras, redes sem fio e rádios intercomunicadores). Apesar de serem entidades separadas, continuam a ter o mesmo nome de base e a partilharem direitos de autor e patentes.

    A Motorola Solutions é vista como a sucessora directa da Motorola, tendo sido estruturada após a reorganização.

    A Motorola Mobility foi comprada pela Google (que deixou de ser uma empresa apenas de software, passando a ser também uma das grandes fabricantes de hardware para telemóveis), em Agosto de 2011, por 12,5 mil milhões de dólares. Em Agosto de 2013, lançou o seu primeiro smartphone, o Moto X.

    Após vários trimestres de prejuízos, a Google concluiu que seria mais rentável manter apenas a carteira de patentes e transferir a área de fabrico de aparelhos para outra empresa, tendo em Janeiro de 2014 anunciado a venda da Motorola Mobility à chinesa Lenovo, por 2,9 mil milhões de dólares – negócio esse que ficou concluído no fim de Outubro do ano passado.

    Fonte: Jornal Negócios Online