Um terço das competências fulcrais no presente será obsoleto em 2020

Dois terços das crianças que estão a iniciar a sua vida escolar, acabarão por inaugurar a sua vida laboral em tipos de trabalho inteiramente novos, hoje inexistentes. Mas, mais cedo do que isso, já em 2020, mais de um terço das competências que hoje consideramos importantes, tornar-se-ão obsoletas.

Robots avançados, meios de transporte autónomos, inteligência artificial, biotecnologia e genómica: todos estes progressos que nos habituámos a ver em filmes de ficção estão em franco aceleramento e serão comuns até 2020. Até lá, e de acordo com o relatório The Future of Jobs, o seu impacto no mundo laboral será caracterizado pelo desaparecimento de milhões de postos de trabalho e pela emergência de outros. Mas se alguma certeza existe é a de que a futura força de trabalho terá de se reinventar, em particular no que respeita ao conjunto de competências hoje existentes, na medida em que muitas delas se tornarão obsoletas.

De acordo com várias estimativas, 65% das crianças que estão, no presente, a iniciar a sua vida escolar, acabarão por inaugurar a sua vida laboral em tipos de trabalho inteiramente novos e que ainda não existem hoje. Mas, mais cedo do que isso, e já em 2020, mais de um terço das competências que hoje consideramos importantes, tornar-se-ão obsoletas.

Esta são duas das previsões que constam no relatório The Future of Jobs, publicado pelo Fórum Económico Mundial, debatido em Davos e que servirá de bitola para um estudo em contínuo sobre as disrupções que os progressos na tecnologia, na Inteligência Artificial, na nano e biotecnologia, na genética e noutras tendências em constante aceleração irão produzir, a breve e médio prazo, nos padrões de consumo, nos modos de produção e no emprego. Em conjunto com a revolução tecnológica, existem vários factores que impulsionarão alterações drásticas em termos socioeconómicos, geopolíticos e demográficos, cada uma delas em estreita interacção entre si, mas com caminhos que poderão conduzir a múltiplas direcções e a resultados difíceis ainda de prever. E, em particular no mundo do trabalho, será obrigatório que empresas, governos e indivíduos comecem já a pensar em medidas proactivas de adaptação, na medida em que pouco do que damos hoje por adquirido será “verdade” em 2020.

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Fonte: Rádio Renascença Online
Data: 03/02/2016