Qual o melhor banco para comprar casa

Está a pensar comprar casa? A oferta entre os bancos é vasta, pelo que deve fazer uma pesquisa cuidada antes de assinar o contrato. Só assim poderá garantir que fez a melhor opção e terá menos custos.

O ano que acaba de terminar foi marcado pela recuperação do crédito à habitação. As novos empréstimos atingiram o valor mais elevado desde 2011. Além da maior procura por parte das famílias, os bancos também demonstraram maior disponibilidade. Reflexo disso tem sido o corte nas margens exigidas. Mais de metade dos bancos nacionais já tem "spreads" mínimos abaixo de 2%. Saiba o que têm as instituições financeiras para lhe oferecer se quiser comprar casa este ano.

Depois de vários anos de condições de financiamento quase proibitivas, nos últimos meses as instituições financeiras têm vindo a aliviar as exigências tornando o crédito para a casa mais barato, numa altura em que os juros estão em mínimos históricos e, em alguns prazos, até em valores negativos. Desde Fevereiro do ano passado que as instituições financeiras nacionais têm vindo a rever em baixa as margens exigidas, diminuindo o custo do crédito.

CGD, BCP, Santander Totta e Popular são, actualmente, os bancos que têm o "spread" mínimo mais baixo no seu preçário: 1,75%. Contudo, deve ter em conta o prazo do indexante ao qual esta taxa será somada. Ou seja, deve decidir se pretende que a sua prestação seja revista de seis em seis ou 12 em 12 meses. É que, à excepção do BCP, as restantes três instituições apenas permitem aos seus clientes indexar o financiamento à Euribor a 12 meses, já que a taxa a seis meses se mantêm em "terreno" negativo desde o início de Novembro.

Além destes quatro bancos, Crédito Agrícola, Barclays, BPI e Novo Banco têm margens mínimas inferiores a 2%. BIC, Montepio e Deustche Bank ainda têm um "spread" mínimo superior a este limiar. Mas, em regra, para que os clientes consigam a margem mais baixa deverão subscrever um conjunto de produtos bancários, como seguros ou cartões de crédito, que podem elevar o custo do financiamento.

Ainda que a margem cobrada pelas instituições financeiras seja um factor importante a ter em conta antes de escolher o financiamento a subscrever, não é o único. Os empréstimos têm custos iniciais que variam de banco para banco. Tipicamente, os clientes terão que pagar comissão de avaliação do imóvel, comissão de dossiê, a formalização e escritura. São encargos que, somados, podem ir das centenas as milhares de euros, de uma instituição para outra.

E há ainda outras despesas que não deve esquecer antes de tomar uma decisão, pois o contrato de crédito pode ter associada a cobrança de comissões ao longo de todo o período. Por exemplo, a grande maioria das instituições financeiras cobra todos os meses a comissão de processamento de prestação que pode aumentar ao longo dos anos.

Fonte: Jornal Negócios Online
Data: 04/01/2016