Portugal é o 14.º país mais digitalizado da UE

Serviços públicos "online", desempenho acima da média na digitalização das empresas e internet rápida em 91% das residências são os factores positivos. “O maior desafio é melhorar as competências digitais dos seus cidadãos", diz Bruxelas.

Portugal encontra-se entre os cinco países da União Europeia que mais progrediram no domínio digital no último ano e apresentam um resultado acima da média. O país subiu ao 14º posto do "ranking" europeu, revela um estudo da Comissão Europeia.

Segundo o "Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade" de 2016, que vai ser apresentado esta quinta-feira de manhã em Bruxelas, Portugal integra o grupo dos países que estão a evoluir mais rapidamente naquela área (juntamente com Holanda, Estónia, Alemanha, Malta e Áustria), embora se mantenha longe dos lugares de topo, ocupados por Dinamarca, Holanda, Suécia e Finlândia.

Elaborado com base em indicadores estruturados em cinco vertentes (conectividade, capital humano, utilização de internet, integração das tecnologias digitais e serviços públicos digitais) o relatório aponta que Portugal dispõe de serviços públicos "online" avançados (ocupando mesmo o 8º lugar nesta categoria, entre os 28 Estados-membros), um "desempenho acima da média na digitalização das empresas) e redes de banda larga que asseguram uma boa cobertura, estando a Internet rápida disponível para 91% das residências.

“O maior desafio”, aponta a Comissão Europeia, “é melhorar as competências digitais dos seus cidadãos", pois cerca de metade da população não tem competências digitais básicas, e levá-los a aderirem às actividades em linha (28% nunca utilizaram a Internet), "para que possam participar plenamente na economia e na sociedade digitais".

Em termos gerais, o executivo comunitário adverte que "são necessárias medidas, tanto a nível nacional como da UE, para eliminar os obstáculos que impedem os países da UE de beneficiar plenamente das oportunidades proporcionadas pelas tecnologias digitais".

"A UE está a progredir mas não à velocidade desejável. Não podemos cruzar os braços. São necessárias medidas para recuperar o atraso que nos separa do Japão, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul", comentou o comissário europeu com a pasta da Economia e Sociedade Digitais, Günther Oettinger.

Fonte: http://rr.sapo.pt/
Data: 25/02/2017