“Business intelligence” e analítica: evolução ou complementaridade

Como são vistos no mercado estes conceitos, como surge aqui o âmbito mais operacional e de que forma se interligam todos na estratégia de dados das organizações.

O conceito de "business intelligence" (BI) não é propriamente novo entre as organizações, assumindo um papel determinante na estratégia daquelas que se querem competitivas e de boa saúde no mercado.

Apesar de tudo, não existe uma definição 100% aceite na indústria relativamente ao que podemos denominar "business intelligence", embora o conceito não ande muito longe de uma espécie de guarda-chuva que comporta uma variedade de aplicações usadas para analisar e organizar um vasto conjunto de dados. Por outras palavras, estes sistemas pegam em grandes quantidades de informação e transformam-na num modelo visual – recorrendo a gráficos e tabelas – que permite então uma análise eficaz das tendências de negócio da organização em causa.

O conceito de BI pode variar entre o de um nível mais estratégico, um segundo mais analítico e um terceiro claramente operacional. Antes de avançarem com uma estratégia nesta área, as empresas devem estudar e conhecer a fundo cada um destes níveis. A ideia é simples: só assim conseguem perceber a melhor forma de utilizarem estas várias ferramentas no seu conjtunto.

Embora possam parecer algo desgarrados entre si e intrinsecamente diferentes, a verdade é que os três níveis de BI não se excluem mutuamente. Bem pelo contrário, eles devem ser entendidos como actuando em ciclo: a análise estratégica dinamiza o BI analítico que, por sua vez, direcciona as iniciativas operacionais.

Quando falamos de "business intelligence" estratégico, o grande objectivo é impulsionar o desempenho geral da empresa. Na realidade, trata-se mais de monitorizar o desempenho da organziação e a concretização dos seus objectivos estratégicos.

Por seu turno, falar de BI analítica é falar de avaliações de desempenho essenciais que vão, por exemplo, à origem dos problemas no exacto momento em que estes são identificados.

Todos os dados saídos das actividades analíticas estarão posteriormente na base das iniciativas operacionais. Na verdade, o "business intelligence" operacional acciona a resolução dos problemas que possam estar a impedir a concretização de várias iniciativas previamente traçadas.

Contas feitas, a verdade é que cada nível de BI se articula entre si de forma exacta, sendo que o cenário ideal dentro de uma organização deverá congregar os três níveis a funcionarem de forma muito oleada. Se assim não for, dizem os especialistas que a probabilidade de as estratégias de BI adoptadas dentro das organizações não virem a dar os resultados esperados e inicialmente traçados é bastante elevada, transformando-se em iniciativas mais desgarradas e dificilmente percepcionadas por quem gere e trabalha na organização.

Se a opção for por trabalhar apenas um destes três níveis, os resultados podem aparecer, mas a máxima rentabilidade em termos de BI andará longe de ser atingida.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt
Data: 04/04/2017