António Costa: "A inovação é uma prioridade nacional e um desafio incontornável"

O primeiro-ministro garantiu esta quinta-feira que "a inovação é uma prioridade nacional e um desafio incontornável". António Costa apontou, porém, que "nem sempre foi assim" e que "conhecemos o custo de não apostar na inovação".

O primeiro-ministro António Costa assinalou esta quinta-feira, 9 de Junho, na entrega dos Prémios Europeu do Inventor, que decorre em Lisboa, que Lisboa é "uma cidade voltada para a inovação e para o conhecimento".

"Foi aqui que há 16 anos a União Europeia aprovou a estratégia de Lisboa. Fixando para si um objectivo ambicioso e ainda hoje, infelizmente, não alcançado: sermos na Europa a economia mais competitiva do mundo baseada no conhecimento", afirmou. Portugal continua "a querer ser uma referência para a inovação e ciência" e é "por isso, que este ano vamos acolher o Web Summit em Novembro".

Estes prémios são organizados pelo Instituto Europeu de Patentes. E sobre o registo da propriedade intelectual, o chefe de Governo apontou que as patentes são uma "área de extrema importância para o crescimento das economias e para o desenvolvimento de todos os países". "As patentes são uma das marcas fundamentais para uma economia mundial baseada no conhecimento e caracterizada pela globalização dos mercados. Dotam as empresas de importantes vantagens que lhes permitem enfrentar, com mais solidez e eficácia, os desafios da competitividade e da internacionalização. E assumem, por isso, uma importância decisiva para a criação de riqueza e para o bem-estar das populações".

Neste sentido, a "inovação é, para Portugal, uma prioridade nacional e um desafio incontornável". Ainda assim, António Costa assumiu que "nem sempre foi assim" e, por isso, o país está familiarizado com o "custo de não apostar na inovação".

Durante a sua intervenção, o primeiro-ministro aproveitou também a oportunidade para dar conta que o Plano Nacional de Reformas é um dos pontos fundamentais para a promoção da inovação da economia nacional. Além deste plano, o plano Capacitar, que está a ser desenvolvido foi também referido. Sendo que nestas estratégias, "a protecção das patentes é um aliado incontornável". "O seu contributo é decisivo para a produção de bens e serviços com maior incorporação de valor acrescentado que nos permite alargar progressivamente a nossa base exportadora e o potencial exportador das empresas que operam em Portugal".

No ano passado, os dados do Instituto Europeu de Patentes mostram que, os organismos portugueses solicitaram 137 pedidos de patentes, mais 21,2% do que no ano anterior. Em 2015, foram concedidas 46 patentes a entidades nacionais.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/
Data: 09/06/2016